O espírito do natal



O espírito do natal

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Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, pelo que não pranteeis, nem chorareis.  Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.  Disse-lhes mais:  ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si, porque este dia é consagrado ao nosso Senhor, portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. (Ne 8.9-l0)

 

Este encorajamento dado aos israelitas, após a leitura da Lei de Deus, marcando o fim da reconstrução do templo, nos dias de Neemias, traduz com precisão o espírito cristão do Natal.

Antes de tudo, o Natal deve ser uma festa de santidade: “Este dia é consagrado ao Senhor”.  Portanto, o Natal não é para ser a festa áurea do comércio, do lucro, do consumismo, do paganismo.  O Natal é  dia santo, porque é o aniversário do Filho de Deus.  Sua história, sua presença e seu louvor devem ter destaque nas celebrações e cultos natalinos.  Para recuperarmos o lugar de Cristo no Natal, é preciso retirar o Papai Noel do centro da festa.

O Natal deve ainda ser um tempo de felicidade: “não pranteeis, nem chorareis”.   Todos os participantes do primeiro Natal foram tomados por uma santa, intensa  e universal alegria.  Foi assim com Maria, a mãe do Salvador, com Isabel, sua prima, com os pastores nos campos de Belém, com os anjos no céu, com os magos do oriente, com os anciãos do templo.  A boa nova trouxe alegria para todo o povo (Lc 2.10).  Sendo assim, ninguém deve prantear ou chorar no Natal.  Não combina.  O sentimento da estação deve ser felicidade e alegria.

O Natal é também  época de festividade: “ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces”. A boa mesa fica bem nesta ocasião festiva.  É revelador sabermos que até na comida e  bebida Deus é glorificado. (1 Co 10.31). É, portanto,  um momento todo próprio para se reunir a família, comer  junto e praticarmos a confraternização e o congraçamento.  O Natal deve aproximar as pessoas, tirando a frieza dos relacionamentos.

Sobretudo, o Natal deve ser a festa da fraternidade e da generosidade: “enviai porções aos que não têm nada preparado para si”.  O Natal é um convite a pensar no próximo, no outro.  É um momento para a prática do amor e das boas obras, especialmente  com os carentes e com os que não têm nada para comer. O  Natal deve nos levar a repartir.  Lembremo-nos que o  Natal existe porque Deus nos deu seu Filho.  Porque Deus amou ao mundo, de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

É sempre assim:  quando Deus ama, ele ama um mundo.  Quando Deus dá, ele dá Seu Filho.  Quando ele salva, salva eternamente.

Este é o espírito do Natal.

 

Pr. Antônio Paulo de Oliveira

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