Preparação para a chegada de Cristo



Preparação para a chegada de Cristo

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Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer?  Respondeu-lhes:  Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo.  Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer?  Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado.  Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos?  E  ele lhes disse:  A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo (Lc 3.10-14)

No que se refere a ministério, João Batista teve um privilégio ímpar:  preparar Israel para a chegada de Cristo, o Salvador. No cumprimento dessa tarefa, agiu como  trator que endireita estrada, que aterra e nivela montes ou como agricultor que lança o machado e derruba árvores infrutíferas. O severo discurso do profeta comoveu as multidões, entre elas estavam publicanos e soldados (oficiais do governo romano).  A partir das palavras específicas de João a esses grupos, compreende-se bem a exigência  de preparação espiritual para a chegada de Cristo.

Para as multidões em geral, o pregador exigiu generosidade e amor ao próximo.  Ordenou que repartissem a roupa e a comida.  A generosidade nos une a Deus, porque Ele é sempre generoso com os seus.  Além das abundantes bênçãos espirituais, vêm dele as chuvas, as estações frutíferas, a fartura e a alegria de viver (At 14.17). O Natal é a grande festa da generosidade e do amor cristão.  No primeiro advento, Deus nos deu seu Filho (Jo 3.16). E com ele, Deus ainda nos acrescenta todas as coisas (Rm 8.32).  De igual modo devemos proceder.  Por amor a Deus precisamos repartir.  Não é justo nem cristão nos refestelarmos com finos pratos no Natal, quando o irmão não tem o que comer.

João também deu um recado aos publicanos.  Mandou que não cobrassem mais que o estipulado.  Sabe-se que naqueles dias as leis tributárias eram confusas e a maior parte da população analfabeta.  Era fácil enganar ou cobrar além do estipulado.  Por causa disso, a corrupção no serviço público era visível, bem como o enriquecimento ilícito dos cobradores de impostos. O que se poderia dizer dos fiscais do governo brasileiro? A palavra de João a esse grupo deixa claro que para alguém chegar a Cristo será preciso se libertar do amor ao dinheiro, esse ídolo do coração.  Não se pode amar a Deus e as riquezasPorque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6.21).

Mas, a mensagem vai além da renúncia do que é ilegal e ilícito.   É um apelo à honestidade e à verdade, necessárias a qualquer que busque a Deus.  Somente o evangelho poderá redimir   a sociedade de pecados como a corrupção.

Os soldados também foram confrontados pelo último dos profetas.  Aos “milicos”, advertiu que não maltratassem ninguém, não oferecessem denúncia falsa e se contentassem com o salário.  O profeta não apenas condenava a truculência, a denúncia vazia e corrupção na Polícia.  Ele estabelecia a delicadeza no trato, em lugar da violência.  Estimulava a denúncia responsável. Promovia o contentamento, em lugar da cobiça, que gera corrupção.  Freqüentemente se ouve de policiais que se deixaram corromper para não fiscalizar contrabando, drogas, madeira ilegal ou fechar os olhos para multas de trânsito, etc.  O dinheiro também impede que certas investigações andem, deixando crimes sem solução, etc. Somente o evangelho poderá criar uma nova sociedade em que esses pecados não apareçam nas manchetes dos jornais.

O maior dos profetas deixa claro: quem tem tropeçado nessas práticas deve se arrepender, se batizar e produzir frutos dignos de arrependimento. Esta mensagem é necessária para qualquer pessoa, em qualquer época, em especial para esses dias que celebramos a vinda de Cristo. Para alguém chegar até ele, será necessária preparação. Como também escreveu Amós:   Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus (Am 4.12).

E você está preparado para a chegada de Cristo?

 

Pr. Antônio Paulo de Oliveira

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