Presentes para o menino



Presentes para o menino

ouro

Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.

(Mt 2.11)

 

Quando vem chegando o Natal, vou sendo tomado pelo desejo dos magos: oferecer algo a Jesus, o Salvador, porque no primeiro Natal, Deus me deu seu Filho (Jo 3.16). Além do mais, é o aniversário de Cristo, que merece honra, glória e louvor, de quem tenho recebido graça sobre graça (Jo 1.16). Mas, pensando bem, o que poderia oferecer? Qual o melhor presente? Onde encontraria algo, que não lhe pertença, para oferecer-lhe?

 

Os visitantes orientais presentearam o infante com ouro, incenso e mirra. Presentes sugestivos e adequados! Os estrangeiros sabiam o significado e o valor do que estavam oferecendo? As ofertas foram casuais ou escolhidas propositadamente? As dádivas eram apenas um gesto educado ou uma confissão de fé?

 

Na revelação bíblica, o ouro comunica realeza e divindade. O ouro, usado como tributo para o rei, confirma que o recém-nascido é o Rei dos Reis e Deus encarnado. O incenso aromático, utilizado na adoração a Deus, lembra o ministério sacerdotal de Cristo, nosso mediador e advogado. Já a mirra, usada no embalsamamento dos corpos para a sepultura, aponta para Cristo como o Messias sofredor, que morreu na cruz em nosso lugar. Se os visitantes conheciam tais realidades sobre Cristo, está explicado e justificado o esforço e a busca renhida pelo menino-Deus.

 

A cena popular natalina, com magos prostrados, adorando o menino e ofertando seus presentes, nos transporta para o futuro, quando Cristo há de receber as riquezas das nações, por ocasião do seu reino (Is 60.5; 11; 66.20). Mas, quem não tem tesouros o que pode oferecer? O salmista também se preocupou como isso. Disse: Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Resposta: Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo (Sl 116.12-14).

 

Na linguagem do Antigo Testamento tomar o cálice da salvação corresponde à decisão e identificação com Cristo e seu sacrifício na cruz, o qual resultou na salvação; é apropriar-se dela, entendendo que para oferecer o perdão, Cristo, teve que tomar o cálice do sofrimento. A expressão: Invocarei o nome do Senhor vem após a conversão e trata da devoção e comunhão do crente com a Palavra, com a comunidade cristã e oração. Como disse o salmista: Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver (Sl 116.1-2).

 

Cumprirei os meus votos ao Senhor refere-se ao compromisso do crente de honrar publicamente sua promessa feita a Deus, o que resultará em edificação mútua e em honra e Glória para o Senhor.

 

Neste Natal de inflação em alta no país, é bom lembrar que há presentes para o Menino que não custam dinheiro. Desse modo, ninguém precisa comparecer diante de Cristo de mãos vazias. Então, ofereça sua vida, sua devoção e seu compromisso de fé. Não esqueça o presente do menino.

 

Pr. Antônio Paulo de Oliveira

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